quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Filosofando sobre a arte de projetar jogos...

Quando Bernard Suits, em seu livro The Grasshopper: Games, Life and Utopia, destacou a atitude lúdica (tradução livre de lusory attitude) como um dos três conceitos que definem qualquer jogo, ele acreditava que há uma ligação forte entre o jogador e o jogo, um respeito voluntário às regras impostas e que, de fato, produz essa tal de atitude lúdica. Tanto que um dos exemplos é que, ao participar de uma maratona, um participante que deseja chegar à linha de chegada não corta simplesmente pelo meio da grama do estádio, mas segue junto com os outros pelas pistas estabelecidas.

Pensando aqui com os meus botões, eu acho que há um grande mérito da interação social nessa questão. Por interação social eu quero dizer a existência e o reconhecimento de outras pessoas que também se interessam por esse "jogo". Veja, mesmo que alguém possivelmente se interessasse em vencer dessa forma, cortando caminho, o resultado simplesmente não seria satisfatório, porque a conquista (achievment é uma ótima palavra pra usar aqui, se você entende um pouco de inglês) perderia completamente o potencial de reconhecimento perante os outros.

Sim, eu acho que nós jogamos também porque os outros jogam. E não vejo nada de errado nisso. :)

:wq
Luiz

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