quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Ah!, a mitologia nórdica...

Se você já leu algum dos meus posts (em qualquer lugar, não só nesse blog), já deve ter percebido que eu gosto de cinema, especialmente de fantasia, suspense e horror. Bom, ultimamente (e muito graças à Internet) eu tenho tido a feliz capacidade de encontrar bons filmes estrangeiros, daqueles que jamais chegariam a um cinema brasileiro (ou que, se chegarem, ficarão em cartaz apenas um ou dois dias para serem trocados por alguma porcaria holywoodana).

Eu estou realmente me tornando um fã ardoroso do cinema nórdico (especialmente da Suécia e Noruega - afinal, foi o que eu encontrei até agora! haha). Acho que tem muito a ver com o fato de que a mitologia deles é muito massa mesmo, mas os diretores também estão caprichando nos roteiros e também na fotografia.

Um primeiro exemplo que eu gostaria de compartilhar com vocês se chama O Caçador de Trolls (Trolljegeren, no original em Norueguês). É um filme de 2010 que é simplesmente tão bizarro quanto interessante! Trata de Trolls, um dos seres mais interessantes da mitologia nórdica. Veja o trailer abaixo e tire suas conclusões. Se gostar, procure assistir e depois mande um comentário sobre o que achou.


Outro exemplo, que eu assisti mais recentemente, chama-se Thale. Também norueguês, é um filme de 2012 que usa como tema de fundo a lenda das Huldras, espécies de sereias da floresta, bastante sedutoras apesar de terem um rabo de vaca (?). O filme é interessantíssimo primeiramente porque já deixa bem claro logo no trailer do que se trata. Não há surpresa quanto ao tipo de criatura (principalmente se você for Norueguês, já conhecer a lenda ou ter lido esse post antes), mas sim quanto ao desenrolar da história. Isso me leva a crer que talvez esses diretores sejam daqueles que acreditem que uma boa história é mais importante do que meras cenas de nudez ou grandes efeitos especiais (viva!). O trailer está a seguir. Espero que você veja esse filme, e depois diga o que achou. Eu gostei muito.


Por fim, o filme de vampiros mais espetacular que eu já vi na minha vida! Ele se chama Deixe Ela Entrar (Låt den rätte komma in, no original em Sueco). É um filme de 2008 sobre um menino tímido que sofre bullying constante na escola, e que eventualmente conhece uma menina também tímida que é (por acaso) uma vampira. Parece cliché? Bom, assista ao filme e depois me diga. A fotografia do filme é belíssima (principalmente a cena de abertura, com os flocos de neve caindo), a história é interessantíssima, o filme deixa um monte de pontas soltas DE PROPÓSITO (tenho certeza!) que faz com que você saia do cinema (ou da sua sala de estar) e fique falando a respeito com os amigos por ao menos 5 dias. Ah, e tem trilha sonora da banda Roxette em Sueco. :) Falta mencionar que o final é muito legal, que o filme não apela para cenas de violência sem sentido. Ah, depois que assistir, me diga quem você achou mais frágil: o menino ou a menina. :) Segue o trailer pra aguçar a curiosidade:



E, por hoje é só que eu tenho que estudar antes de sair pra dar uma aula.

:wq
Luiz

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Quem é o melhor pianista: Tom, Pernalonga ou Pica-Pau? (ou ainda, Mickey Mouse?)

Certa vez, em meados da década de 50, o gato Tom, o coelho Pernalonga e o pica-pau Pica-pau (só notou a redundância agora, é?) aceitaram um desafio: decidir de uma vez por todas quem era o melhor pianista. Para isso, escolheram para sua apresentação a Rapsódia Húngara nº 2, de Franz Liszt (curiosamente, Liszt foi influenciado pela música que ouvia em sua infância... hehe), uma peça musical realmente bastante difícil.

O primeiro a tocar foi o senhor Pernalonga (Raphsody Rabbit, 1946), seguido do senhor Tom (The Cat Concerto, 1946) e por último o senhor Pica-Paul (Convict Concerto, 1954).


Pernalonga teve uma atuação brilhante, e tem o mérito de ter sido o primeiro a se apresentar. Ganha muitíssimos pontos pelo Boogie improvisado com o ratinho próximo do final. Mas, perde pontos por não ter dado o devido crédito ao ratinho anônimo que tocou muito também.



A apresentação de Tom foi mais engraçada que de seu antecessor, principalmente pela enorme variedade de sofrimentos infringidos por Tom e Jerry um ao outro. Parece-me que Tom não teve "medo de errar", e por isso fez uma apresentação esgotante (vide o estado em que ele termina), mas inovadora. Bom, pra quem é fã e acompanha sua carreira, há de se lembrar também que ele é um ótimo dançarino (vide apresentações com seu parceiro, o urso bailarino - hahahaha Procura no Youtube!).


Por fim, se apresentou aquele que - em minha opinião - foi o melhor de todos. Pica-pau fez uma apresentação brilhante, tocou não apenas piano, como também xilofone e revólveres (!), e foi capaz de manter um ritmo cativante mesmo ao tocar em condições inóspitas, como no alto de um trem ou rodopiando em uma montanha. Foi, de longe, o mais engraçado (em grande parte pela dublagem, eu admito. hahahaha), e é até hoje o meu favorito.


Assim, eis a minha classificação final:
1º lugar: Pica-Pau
2º lugar: Tom (e Jerry)
3º lugar: Pernalonga (e ratinho anônimo)

Ah, que saudades dos desenhos da minha infância...

Curiosidade: Parece que rolou até umas acusações de plágio entre a Warner Bros e a MGM em 1946 pela semelhança entre os desenhos (note o dedinho do Tom se esticando pra tocar uma nota bem aguda, e a orelha do Pernalonga fazendo o mesmo em um certo momento de ambos os desenhos...). 

:wq
Luiz

edit: O colega Roberto Bianchini me bem lembrou que há um outro pianista concorrente de peso, que de fato foi o primeiro a tocar a Rapsódia Húngara nº 2: o senhor Mickey Mouse (em The Opry House, 1929). O desenho era ainda em preto-e-branco, mas foi muito bem feito e era muito legal! Confira abaixo:


Curiosidade 2: Aparentemente esse desenho do Mickey Mouse (o 5º lançado) foi o primeiro em que ele foi desenhado com luvas brancas (para facilitar enxergá-las).