quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Dá pra aprender jogando? Insira uma ficha e descubra...

Este é um post sobre um post, bem uma divagação (pois eu preferi escrever do que simplesmente publicar o link do post numa rede social qualquer - achei que era mais legal pensar e escrever sobre o assunto).
Enfim, recentemente eu li este artigo de Rayner Lacerda, chamado "Brincando de aprender: videogames e educação" e indicado por um dos meus alunos no curso de Games do SENAC. É interessante notar como os videogames estão se tornando importantes. Mas, voltando ao post. Ah, o post de Rayner Lacerda é espetacular, vale muito ser lido. Pode parar tudo por aqui e ir lá lê-lo, que o post merece! Mas se der, volta depois. :)

Ah, você voltou. Bom, como eu ia dizendo, é interessante notar como os videogames estão se tornando importantes. Quero dizer, eles sempre foram importantes. O que parece ocorrer é que o "brincar" está se tornando menos brincadeira. Ou, em outras palavras, menos coisa de criança. Até algum tempo, era muito comum ouvir que "jogos são coisas infantis" ou que "não vale a pena estudar isso". Por que será, então, que agora essa mentalidade está mudando?

O fato é que todo mundo joga ou brinca, seja ou não adulto. Os jogos são distintos, mas sabe aquele fuxico que a vizinha Dona Fulana faz com a outra vizinha, a Dona Ciclana? Pois então, é um jogo. É uma válvula de escape que as pessoas têm no dia a dia. E essa válvula toma várias formas, umas mais saudáveis e gentis, outras nem tanto. Mas, são jogos, brincadeiras e passatempos.

Em um dos melhores livros que eu li sobre diversão, chamado A Theory of Fun for Game Design, o autor (Raph Koster) diz que o cérebro humano tem a necessidade natural de entender o mundo, de organizar o caos e resolver padrões. A satisfação por conseguir esse entendimento é quase tão semelhante àquela de comer um grande sonho cheio de creme (ou tomar uma cerveja gelada, dependendo da sua preferência): envolve endorfinas e processos de recompensa que existem por inúmeros motivos biológicos, mas que tornam a nossa vida beeeeemmm mais legal. E o cérebro faz isso por experimentação.

Bom, então se tudo isso é um processo natural, não há como negar sua importância. Mas, porque apenas agora essa importância está sendo realmente reconhecida? Uma possibilidade é porque muitos estão percebendo que dá dinheiro (vendendo jogos ou consultorias em gamificação, por exemplo), mas outra possibilidade (na qual eu prefiro acreditar) é porque está se vendo que o treco funciona. Aprender assim é mais divertido, e portanto, mais eficaz.

Isso tem muito a ver com interação. Afinal, nós aprendemos como o mundo funciona simplesmente indo até ele e interagindo com o que existe por ai. Um jogo funciona dessa mesma forma (se vc leu o post de Rayner viu que ele menciona que se aprende um jogo jogando-o). Ora, e também na escola. As ideias de permitir aos alunos jogarem e então usar as consequências de suas ações como ponto inicial para discussão, me parecem muito apropriadas. Até porque é bem melhor errar num ambiente virtual do que na vida real, não é?

As vezes dá até vontade de voltar a ser criança para estudar numa escola dessas. Mas ai eu lembro que estou no Brasil, e há muitos outros problemas na educação que precisam ser antes resolvidos. Mas, quem sabe um dia. :)

Só sei que vou tentar usar essas abordagens cada vez mais nas minhas próprias aulas e no meu próprio aprendizado. E você?

:wq
Luiz

Nenhum comentário:

Postar um comentário